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ONU Quer que Mulheres Salvem o Planeta, da ação predatória do homem no oceano.

Atualizado: 10 de ago.


Imagem: Remi Boudousquie


Angola e Portugal defendem que atuação feminina impulsionaria ação global até 2030; chefes de missões permanentes pedem mais ação em questões como economia azul, combate à pobreza, desenvolvimento e paz e segurança


Os países lusófonos têm duas embaixadoras chefiando missões junto à ONU em Nova Iorque. Maria de Jesus Ferreira, responde em nome de Angola, enquanto Ana Paula Zacarias representa Portugal.

Falando à ONU News, em Lisboa, as representantes permanentes disseram que unem suas vozes aos apelos por mais ação e agilidade na execução das decisões da Conferência dos Oceanos.


Ecossistemas


Foi no evento realizado na capital portuguesa que líderes mundiais adotaram uma declaração no início deste mês de julho. O documento defende que o mundo alargue a inovação, tendo como base a ciência, abordando a emergência da perda de habitats marinhos, a acidificação dos oceanos e a degradação dos ecossistemas.


A embaixadora de Angola, Maria de Jesus Ferreira, foi uma das vice-presidentes e relatora-geral da 2ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. Ela destacou que depois do consenso conseguido para a adoção do compromisso é necessário mais do que seguir as linhas gerais do documento final.

A embaixadora de Angola, Maria de Jesus Ferreira, foi uma das vice-presidentes e relatora-geral da 2ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. Ela destacou que depois do consenso conseguido para a adoção do compromisso é necessário mais do que seguir as linhas gerais do documento final.


A diplomata portuguesa considera que conhecimento de base local possa trazer soluções sustentáveis na atuação em áreas como pescas, turismo sustentável, luta contra a poluição e apoio ao modo de vida das populações que dependem dos mares.


Para ela, a conservação a vida no planeta depende do esforço, força de vontade e ação de todos. No evento coorganizado pelos governos de Portugal e do Quénia, mais de 150 países concordaram em tomar medidas para reforçar, entre outras questões, o combate à poluição marinha, ao mesmo tempo que o impulso à economia azul e preservação das áreas marinhas.


Problemas


As diplomatas dizem acreditar que mais mulheres atuando nesse campo ajudariam no enfrentamento eficaz dos problemas da economia do mar sustentável, da pobreza e atraso do desenvolvimento e promoção da paz e segurança.


A Declaração de Lisboa deixa claro que a poluição marinha aumenta a um ritmo alarmante. Um terço dos stocks de peixe são sobre explorados e a biodiversidade continua a diminuir numa realidade de perda de cerca de metade dos corais.


Espécies invasoras colocam uma ameaça substancial aos ecossistemas marinhos, segundo o documento intitulado O nosso oceano, o nosso futuro, a nossa responsabilidade. No texto, os líderes admitem ainda a falha coletiva em cumprir as metas previstas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 que já deveriam ter sido alcançadas há dois anos. FONTE: ONU MEDIA CENTER




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