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FIFA + Qatar = Futebol 10 x 0 no Estado de Direito


3 September 2019: The official emblem for the 2022 Fifa World Cup is unveiled in Doha, Qatar. (Photograph by Christopher Pike/ Getty Images)

A subordinação motivada pelo ganho financeiro indiferentemente às necessidades dos mais necessitados, vulneráveis, em condições subhumanas, apenas mantém o poder da FIFA. Os atores do sistema FIFA atuam indiferentes e protegidos pela ausência de um arcabouço jurídico - e mentalidade apropriada - que reconheça o crime perverso que esse sistema alimenta sacrificando milhões de pessoas.


Em 2022, não por acaso, ao virarmos uma página emblemática da história da humanidade - consolidação do ambiente digital, virtual em larga escala, instalado no tecido social mundial; a pandemia Covid19 até o momento inexplicável 100%; e a eclosão do tumor russo vertendo pus dos órgãos doentes da NATO e ONU - os desportos, em especial o esporte mais popular, o Futebol, alcançam a miscigenação irreversível com a indústria do entretenimento & turismo. Irresistível combinação para alimentar o desejo humano de prazer, mesmo que seja ilusório ou momentâneo, descartável, em detrimento das necessidades básicas, da melhoria do IDH a valores mais coletivamente saudáveis...

A AMNISTIA INTERNACIONAL deflagra campanha tímida, embora bem embasada, mas sem muita reverberação da mídia, entretanto não deixa dúvidas de que o Estado de Direito não está no topo dos "Valores" para cada indivíduo, cada sociedade, cada país. Do contrário, legisladores e tomadores de decisão, incluindo profissionais de comunicação e marketing agregariam este valor imaterial a cada gesto, a cada mensagem publicitária, a cada produto e serviço, a cada discurso e projeto de lei, regulamentação, normatização. Não o fazem, e ponto.


ABAIXO PUBLICAÇÃO DA AMNISTIA INTERNACIONAL

  • Quase três quartos (73%) dos inquiridos em 15 países apoiam proposta para que a FIFA use as receitas do Campeonato do Mundo para indemnizar trabalhadores que sofreram violações dos direitos humanos na preparação da competição


  • Mais de dois terços (67%) querem que as suas associações nacionais de futebol se manifestem publicamente sobre as questões de direitos humanos associadas ao Mundial do Qatar 2022


  • FIFA deve estabelecer programa de reparação antes do pontapé de saída do Mundial, que se inicia a 20 de novembro de 2022

Uma nova sondagem global encomendada pela Amnistia Internacional revela que quase três quartos (73%) dos adultos inquiridos em 15 países defende que a FIFA deve indemnizar os trabalhadores migrantes que sofreram violações de direitos humanos durante os preparativos para o Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar. O apoio à medida é ainda mais elevado entre aqueles que colocam a possibilidade de assistirem a pelo menos um jogo da competição (84%).

 

Migrante que trabalhou como segurança no Qatar, denunciou as condições de vida precárias, foi preso e se tornou ativista, crê que jogadores do Brasil podem levantar a voz na Copa do Mundo (...) FONTE: Centro de Informação sobre Empresas e Direitos Humanos

 

A sondagem YouGov, que inquiriu mais de 17 mil adultos de 15 países, também mostra que a esmagadora maioria (67%) dos inquiridos pretende que as suas associações nacionais de futebol se manifestem publicamente sobre as questões de direitos humanos associadas ao Campeonato do Mundo Qatar 2022, através de uma compensação para os trabalhadores migrantes.


“A menos de 50 dias do pontapé de saída da competição ainda há tempo para que a FIFA tome as medidas mais corretas. Os adeptos não querem um Campeonato do Mundo que esteja indelevelmente manchado por abusos de direitos humanos. Não se pode mudar o passado, mas um programa de indemnização é a forma mais simples que a FIFA e o Qatar poderão ter para repararem os danos causados às centenas de milhares de trabalhadores que viabilizaram a realização da competição”, disse Steve Cockburn, responsável de Justiça Económica e Social da Amnistia Internacional.


Os resultados da sondagem fundamentam o propósito da campanha #PayUpFIFA lançada pela coligação de organizações de direitos humanos – incluindo a Amnistia Internacional