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P.A.Z!

Atualizado: 16 de mar.



Eu sou Peazê! Sem brincadeira, sério, mas não quero brigar, já briguei muito na vida. Todos nós brigamos. Quem nunca brigou? Por que brigou? Valeu à pena? Mil bifurcações, divergências e digressões a partir desta última questão…


Brigamos até na hora do parto, brigamos para vir a este mundo. Parece que somos desenhados para brigar, embora a maioria de nós perca todas as brigas. Outra pergunta me ocorre: por que parece que poucos ganham as brigas?


Pensando bem, brigamos até na hora de fazer amor. Aliás, na puberdade aprendi que fazer amor era penetrar, urrar até. Depois de parar de brigar, entretanto, descobri que amar, com leveza é muito melhor. Foi preciso re-aprender a amar, uma aprendizagem que não pára. E parar de brigar alonga mais o prazer, quem não descobriu isso ainda, pode acreditar, olha, dá para sentir prazer e inclusive morrer para este mundo mais de uma hora, com a mulher amada, ali, um corpo só penetrado um no outro, um suor misturado ao outro, todos os cheiros num só cheiro, essa é a melhor definição de amar sem brigar, sem desejar possuir, dominar, invadir, fincar uma bandeira e triunfar como vencedor. Ora, fazer amor pode ser até um jogo, onde cada jogador marca um ponto ao mesmo tempo que outro também marca, não vale marcar ponto sozinho, se o fizer o outro ri e recomeça o jogo até que o resultado seja uma equação igual a zero.


P.A.Z. é isso, não buscar o triunfo, é não querer vencer para rotular que é nosso, isso é meu, isso é teu (até que eu vença e algo se torne meu, e você perca).


Se você é contra P.A.Z então é a favor da guerra ponto com. Enquanto isso, leio nas manchetes, em cinco janelas abertas na tela de meu computador. “Cordão do Bola Preta e blocos fazem festa fechada no Rio”, rufando tambores (do outro lado do mundo a guerra retumba). Outra manchete: “pandemia veio para ficar”, mais branda. E essa: “Farmacêuticas triplicam lucros, com as vacinas” que matam virus criado em laboratório para matar (sem comentários). Outra: “Despejos de Guerra”, mas isso não é manchete, é um anúncio pago, de filme no Netflix, no meio de um artigo que estou lendo sobre a invasão Russa na Ucrânia. Espere um pouco, deixe-me reler o que acabo de escrever: um anúncio de filme de guerra, para entreter (e monetizar alguém) no meio da notícia de guerra de verdade, com tiro de canhão e tudo? Outra notícia paralela, de primeira página: “entenda em cinco etapas o que está em jogo na Ucrânia” - um jornal assume a inteligência suprema para “educar” público, de modo simples, em cinco etapas. Mais uma boa: “como melhorar a libido em tempos de pandemia” - com a imagem de uma mulher a volta dos 30 anos com as duas mãos ao rosto, franzido de sofrimento. - Sim, e há também um filme de um avião sendo abatido, uma bolinha de fogo caindo provavelmente com o piloto a morrer, filme gravado por um smartphone de cima de um edifício, ao lado de um edifício bombardeado, filme da realidade de ontem à noite. E leio também “amigos” no Facebook fazendo paródia, piada, memes, tentando ser engraçadinhos com a desgraça dos outros, sobre a guerra.

Isto não é um lago, era um gramado que a enchente em Petrópolis inunda todos os anos, nada mudou... A janelinha à direita era o Centro de Processamento de Dados onde fui Diretor Analista de Sistemas (1982/83), da Prefeitura, um de meus clientes; eu tinha 22 anos e atendia uma carteira de 8 clientes do comércio, indústria, serviços privados e públicos; e escrevia no Jornal de Petrópolis. Brigava muito naquela época... Ah, este ano morreram cento e poucos na lama, fonte de corrupção, de recursos mal administrados para combater a guerra do aquecimento global (complicado?), ontem morreram quase o mesmo número, na guerra. Outro tipo de guerra?


Mas não leio em jornal algum, ou linha do tempo de “amigo” nenhum no Facebook ou Instagram, que o German Marshall Fund, com sede nos USA, criado depois da II Guerra, financiou a recuperação da Europa que ainda não pagou os Estados Unidos; fundo aquele que foi ideia do Dr. Guido Goldman, ex-assessor do Kissinger, filho de um Judeu rico que fugiu da Alemanha quando…, quando começou a guerra a partir da Alemanha. Não leio muitas outras memórias, contextualizadas. Que explicariam, de algum modo, uma parte importante dessa história que estamos todos escrevendo juntos – em pé de guerra.


Teria faltado criatividade (definição desse sintagma: força criadora, dom divino, capacidade inventiva…) para evitar a guerra, a morte de seres humanos? Ou a hipocrisia política perdeu para a truculência? Seria apenas disputa pelo poder? Riqueza? Cada lad

o com as suas melhores armas? - E o resto de nós? Você pensa que nesse filme há um mocinho e um bandido?


Mas se o negócio é não brigar, então a saída será anexação de tudo numa coisa só? Do pólo sul ao polo norte? O oposto de fractalizar? Somar tudo, ao invés de dividir? Utopia? Fiquemos com a realidade de "um horizonte a mais".