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O MIRANTE – expresso, regional e diferente.


Ser Expresso, regional e diferente não é fácil para um jornal sair diariamente online e em papel impresso todas as semanas mantendo-se independente, em todos os sentidos. Isto é, financeira e politicamente. O MIRANTE é assim. Verdinho (nutritivo) por fora e vermelho por dentro. Vermelho porque é do espectro de cores a mais quente. As notícias são locais, mas contextualizadas com o que se passa em todo o continente, ou no mundo.

Há muito tempo que eu não tocava em um jornal, sentia-lhe o cheiro da tinta. Hoje eu toquei, com todo o gosto, puxando O MIRANTE de dentro da sacola que traz o Expresso, a revista Econónica e algumas guloseimas de leitura segmentada e lembrei de O Dia, para o qual dirigi a campanha publicitária que arrecadou medalhas de Ouro, Prata e Bronze, para anúncios em TV, Rádio, Outdoor e Mídias Alternativas, isto mesmo, alternativas porque backlights e coisas do gênero que hoje são comuns para qualquer miúdo que brinca de vídeo game no telemóvel, naquele tempo no Rio de Janeiro, era como as naves que que levaram o empresário americano Richard Garriott ao espaço e ao fundo do mar. Faltou-lhe fôlego, imagine para mim naquela época. Não tinha tempo para ponto, era vírgula e ato contínuo...


O Dia, no início da década de 1980, saia às bancas com quase 350 mil exemplares, diariamente. Você não acredita? É mesmo inacreditável. Pois o jornal passou por uma transformação gradual a partir de outubro de 1983, quando o empresário Chagas Freitas, que deu origem ao termo “chaguismo” (máquina política clientelista baseada na prática do favor, toma lá dá cá – qualquer semelhança com a realidade aumentada de hoje não é mera coincidência), decidiu vender seu jornal. Ary Carvalho, então proprietário do Última Hora (outro jornal carioca) comprou O Dia. Ary Carvalho, ouvi isso na sala ao lado do seu gabinete, costumava dizer aos concessionários de automóveis da Av. Brasil que

publicassem anúncios em seu jornal, ou ele publicaria reportagens de problemas mecânicos de veículos ao longo daquela via etc e tal. Más línguas e calúnias discutíveis à parte, a linha editorial voltada ao jornalismo popular de um veículo que dava sustentação política ao antigo dono foi alterada com base em uma pesquisa encomendada para entender o perfil do leitor. No calor disso tudo, eu recebi o “briefing” da situação do jornal e toquei a campanha na pontas dos dedos, de corpo e alma. Até observação pessoalmente em pontos de venda, e entrega do jornal de madrugada nas bancas de esquinas do Rio (daí eu tive a ideia das crônicas que me levaram a publicar O Crônico – origem do gênero crônica e as Esquinas do Rio).


Saímos na Norton/Publicis, agência onde eu era Diretor de Contas, com a campanha “O Dia Todo Mundo Lê”. A foto que ilustra esta modesta narrativa, eu no alto dos meus trinta e bem pouquinho anos de idade acompanho de perto a equipe de filmagem de um dos comerciais para TV que a agência criou sob minha supervisão. Ora, se “Todo Mundo Lê” então tínhamos que filmar situações de leitura do jornal O Dia em todas as possibilidades no Rio de Janeiro. Na praia, no metrô e no trem, no banco, e por todos os tijolos demográficos da pirâmide social. Assim foi produzida uma dezena e meia de filmetes para TV, e spots de Rádio, e a cidade inteira ficou decorada com enormes Outdoors. Quem

trabalhou com gigantografia naquela época sabe o que estou falando, quem não trabalhou, não adianta eu falar, não irá acreditar. Ah, era um marco da famosa revista MANCHETE, da qual eu também era Diretor na agência, ela alcançara o número 2000 e saímos (a minha conta O Dia) com um anúncio homenagem quase todo “all type” deste jeito: “Para se chegar ao número 2000, é preciso correr atrás da notícia todos os dias”, ilustrava o anúncio a primeira capa da MANCHETE 2000 e de O Dia (daquela edição) e o slogan vencedor “O Dia Todo Mundo Lê”. Se você que estiver lendo, for maior de 18 anos, imagine uma cidade inteira como o Rio de Janeiro num orgasmo uníssono. O Brasil inteiro ouviu. Do contrário a Escola Superior de Publicidade & Marketing não nos daria aquela mão cheia de prêmios naquele ano.

Lembro bem que o Vice-Presidente da agência me disse que eu estava louco, o Adolfo Bloch (Bloch Editores), dono da Manchete, não revelaria a capa da revista nem para o Papa até as rotativas começarem a imprimir aquela edição histórica, não poderia sair um anúncio com uma imagem que ainda não existia; mas eu retruquei que estaria junto da rotativa com o fotolito do anúncio na mão apenas aguardando a inserção da imagem da capa que chegaria para a impressão após a meia-noite. Missão impossível, cumprida. Graças ao amigo Chinês, da gráfica da Manchete. – Obrigado mais uma vez, China.


Por isso o meu ataque de nostalgia ao tocar na versão impressa de O MIRANTE hoje, elegantemente encartado em o Expresso numa sacola classe AAA com outros veículos para entretenimento e informação. Não me contive e criei o slogan: O MIRANTE – expresso, regional e diferente. Tem que ler.


Afinal é ele mesmo quem o diz: "Persistência, sentido crítico e crítica constante à mediocridade"

 

Uma breve história de O MIRANTE no 33º ano de publicação


De mensário fundado na Chamusca a maior jornal regional português

O MIRANTE é um semanário regional com sede em Santarém que tem como área prioritária de cobertura noticiosa os vinte e um concelhos do Distrito de Santarém e os concelho de Azambuja e Vila Franca de Xira no Norte do Distrito de Lisboa.

Para além de uma edição em papel de trinta mil exemplares semanais, oito mil dos quais são distribuídos com o Semanário Expresso, edita duas edições online. Uma que reproduz a edição em papel e uma segunda, alojada em www.omirante.pt, com actualizações permanentes. Está também no Facebook e Twitter. É o maior jornal regional de Portugal em termos de audiência, tanto em papel como na Web.

Especializado em informação regional de proximidade O MIRANTE tem feito todo o seu percurso em estreita ligação com cidadãos, empresas e instituições da sua área de abrangência.

A criação em 2005, dos prémios Personalidade do Ano, atribuídos anualmente a figuras públicas e instituições da região é um exemplo significativo dessa postura. O jornal existe e afirma-se por vontade de quem vive e trabalha na região e só uma região forte e dinâmica tem capacidade para ter um jornal assim (...)


Vale à pena ler o resto dessa história de 33 anos aqui »»»»»