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Noticia e Informacao contextualizadas
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  • Luís Peazê

Miguel Marques: Todos os países com o LEME dos Oceanos


Foi em 10 de janeiro de 2019, quando Miguel Marques, PwC Portugal, apresentou, no Pavilhão do Conhecimento de Lisboa, o LEME, estudo que acumula 15 anos de coleta de dados, analisados meticulosamente a cada ano, sobre a Economia do Mar. Mais de mil formadores de opinião e tomadores de decisão na audiência, incluindo pesos pesados como o Acadêmico Almirante , Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal, o Almirante António Silva Ribeiro, ele mesmo fazendo uma interferência replicada pela Conversa no Píer.

Seguiu-se então uma maratona, isto é, Miguel Marques assumiu o desafio de gastar as solas dos próprios sapatos e a sua "expertise" de economista e da Economia Azul, viajando aos quatro cantos, na Europa, na Ásia e nas Américas, onde por exemplo colaborou com o lançamento do livro no Brasil, O Valor do Mar, em co-autoria com André Panno Beirão (Professor da Escola de Guerra, Brasil), Rogério Raupp Ruschel (Editor e jornalista).

Em 20 de maio último, Miguel Marques apresentou o LEME no Dia Europeu do Mar, cujo capítulo de 2019 foi no Centro de Congressos de Lisboa, e ali poderia ter sido o pico de sua campanha pelo Crescimento Azul, dada a envergadura do evento, com representantes oficiais de todos os países europeus e convidados de todos os continentes.

Ao completar seis meses de vida do LEME 2019, portanto nesta última terça-feira, Miguel Marques chegou ao “top the hill”, New York City, na sede da ONU a convite da entidade, e apresentou uma vez mais seu estudo e equipe da PwC Portugal que, a esta altura, é uma das principais ferramentas para todos que queiram planejar, produzir ou estudar sobre a economia dos oceanos. E é o próprio Miguel Marques que destaca o trabalho e as circunstâncias geo-sócio-políticas que pretende abarcar:

“Abordando a ciência dos oceanos em suporte da economia azul, o Projeto Global da PwC para a Economia do Mar, sedeado em Portugal, foi apresentado, a pedido de vários países, esta semana (11 de junho), na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, as conclusões do relatório LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar sobre a evolução da economia azul em todo o mundo, resultado de mais de 15 anos de coleta de dados e mais de 70 relatórios emitidos, com o objetivo de destacar as lacunas no conhecimento dos oceanos.

Quer se chame Economia do Mar, Crescimento Azul, Economia do Oceano ou Economia Azul, este novo conceito azul tem de comum uma abordagem integrada dos oceanos, que promove a sustentabilidade ambiental, o crescimento económico, o emprego e a inovação. Para ser implementada com sucesso, uma abordagem integrada precisa encontrar ganhos mútuos: soluções complementares e estratégias vantajosas para vários setores, entidades e países.

Neste momento o uso do oceano não é equilibrado. Uma abordagem integrada permite reduzir as tensões latentes e alcançar um uso mais equilibrado dos oceanos.

A Economia Azul é uma resposta às megatendências globais, nomeadamente: a rápida urbanização, avanços tecnológicos, a mudança climática e escassez de recursos, as mudanças demográficas e sociais e a mudança no poder económico global, com impacto em todos os Objetivos Globais da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

É importante reconhecer que os oceanos estão longe de serem homogéneos e que precisamos de fazer um apelo à ação que envolva os cientistas da natureza e os cientistas socioeconómicos. Esta apresentação foi muito bem acolhida por todas as delegações dos países que formam as Nações Unidas e será tida em consideração na preparação da década que as Nações Unidas dedicarão aos oceanos.“

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