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Noticia e Informacao contextualizadas
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  • Foto do escritorLuís Peazê

Entrevista com Miguel Marques (economista) - No mar não pode haver fragmentação.

Atualizado: 16 de jul. de 2022


José Carlos Lopes (Especialista em Finanças de Empresas Familiares e Aquacultura), Luís Peazê (Jornalista) e Miguel Marques (Economista - Head of BLUE Info)


Com 20 anos de experiência "under his belt", o economista Miguel Marques dedicou um bom tempo durante a Conferência das Nações Unidas para os Oceanos numa conversa franca com oPONTO NEWS H2BLUE sobre o cenário pregresso, as últimas décadas, o atual momento e os próximos 10 anos.


Seu trabalho durante todo esse tempo baseia-se no "barômetro" da economia azul, o Valor do Mar e com este título mesmo é co-autor de um livro recentemente lançado (Essencial Editora). Um compéndio de amostragem de dados de mercado da cadeia produtiva e análise sinalizadora, como pano de fundo a Economia Azul sustentável.


Segundo Miguel Marques cuja entrevista resumida pode ser ouvida no podcast aqui, um dos principais problemas frequentemente esquecido nos debates e projetos que visam a sustentabilidade dos oceanos, é a "fragmentação" do pensamento, das ações e, em contraponto, a incoerência no que diz respeito a projetos de pequeno porte mas fundamentais para comunidades locais.



Convidado a fazer uma interferência no painel preliminar à Conferência das Nações Unidas para os Oceanos, em Matosinhos, a 25 de junho, no Terminal de Cruzeiros de Leixões, evento com o título “Localizar a ação pelo Oceano: Governos locais e regionais” para debater oportunidades e iniciativas que possam apoiar a adaptação sustentável das cidades e regiões costeiras, incluindo o financiamento da inovação e a ampliação da proteção dos oceanos, Miguel Marques nos relata que, à parte a exiguidade de tempo para tratar de assunto tão extenso e complexo, encontrou uma forma que, segundo ele ataca uma das principais problemáticas da matriz de financiamento vigente. Disse-nos ele que há recursos disponíveis para grandes projetos, nas formas conhecidas para profissionais do ramo, tais como equity, capital venture e várias outras formas, mas um problema reside no fato de que os pequenos projetos, idealizados para atender pequenas comunidades, que demandam de fato pequenas iniciativas, não são contemplados pelos recursos disponíveis, pelo complexto arcabouço que se lhes aprova, ou não.


Miguel Marques chamou a sua proposta de Declaração de Matosinhos da Conferência das Nações Unidas para os Oceanos, de modo que se crie uma mentalidade de não fragmentação, de apoio efetivo e olhar para os pequeno projetos, e até mesmo que vários projetos de porte modesto possam ser reunidos, em sinergia ou correlacionados transversalmente, para usufruirem do suporte financeiro sustentável. Talvez até mesmo uma metodologia de abordagem para este viés seja a saída...


Miguel Marques lançou em 2021 o BLUE INFO SUMMIT, uma estratégia para reunir o pensamento fragmentado de todos os setores e clusters das atividades econômicas com o objetivo de resolver o “puzzle”, o quebra-cabeças, da Economia Azul.








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