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Noticia e Informacao contextualizadas
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  • Foto do escritorLuís Peazê

E Se, De Repente, Lhe Cair do Céu… é Impulse!


E se de repente lhe cair do céu um emprego, aos 60 anos... Isso é Impulse! Mas depende o lado que estiver na balança. Pois será bom também se, de repente, cair um colega de 60 anos ao seu lado. Quem viveu ativamente a partir de meados da década de 1970, intensamente nos anos 80, 90, 2000 lembrará do famoso comercial de TV, do perfume feminino. Você trabalhou em, ou próximo de computadores de 3ª. geração? Se a resposta for sim, então já sabia há muito tempo com quantos bits se faz um byte, antes do nascimento da Internet, que fazia uma barulhinho de sinal telefônico, antes de completar a conexão, bem antes de abrir-lhe o mundo para a World Wide Web.

Naquela época a publicidade transportava sensualidade e contextos que marcavam uma década para sempre. Menos voláteis, deixavam o público antever o futuro imediato e projetar-se no espelho retrovisor, com imagens densas. Porque havia tempo para tudo. – Nada disso tem lugar hoje. A febre é atingir mais, em menor tempo, e estar preparado para novidades no dia seguinte. É tudo muito rápido, e fractal, não é nem em “real time”, pois tratava-se há pouco tempo de “realidade expandida”, agora já é metaverso, no próximo fim-de-semana talvez já seja “ambiente solar”. Já ouvi algo parecido, captar hidrogênio antes de virar hélio, diretamente do sol… Mas essa é outra história.


Você acaba de entrar na empresa que lhe contratou e vê uma sala repleta de mesinhas informais, feito um refeitório de escola de 2º. Grau, com estudantes brincando em notebooks, e não tem dúvida, ali todos são “knuckleheads geniais”. Isso mesmo. De um lado eles têm capacidade de mudar o mundo, com uma ideia “engraçadinha”, e um “elevator pitch”; de outro, ouviram o galo cantar e não têm ideia de onde vem o có-có-ró-có-có.


E se de repente lhe oferecem um emprego para trabalhar liderando, ou disputando o mesmo espaço com essa “nova tribo”? Não desconfie, o emprego caiu-lhe do céu, assim como você mesmo(a) caiu do céu para quem lhe empregou, e será uma experiência e tanto. Para ambos os extremos; os novinhos "nerds", e você cabelos grisalhos sorridente. Uma coisa é certa, o bem-viver no ambiente de trabalho deve conter o sorriso.

A diferença é que um dos elementos dessa tribo híbrida conhece por dentro o que significa cultura organizacional versus clima empresarial, nasceu antes da palavra endomarketing e sabe que marketing & comunicação não são feitos apenas com slogans “fancy dashing”, do contrário não haveria impérios globais como a novíssima Amazon, ou a vetusta IBM, entre outras de mesmo calibre.


Indo direto ao ponto, em Portugal, entretanto, a coisa anda feia, há “falta de mão de obra nos setores da hotelaria e da construção civil, e de trabalhadores qualificados e especialistas nas áreas relacionadas com a digitalização das sociedades”, segundo um jurássico ultra moderno do setor de Recursos Humanos, seguramente um dos profissionais mais atualizados do setor, o Dr. Amândio Fonseca. A salvação é a “longevidade”. Com ele a palavra em seu artigo hiper lúcido publicado a seguir, na íntegra, extraído do site de sua empresa, a EGOR, maior e mais longeva empresa de Recursos Humanos de Portugal.


Outubro de 2021

Amândio da Fonseca, Chairman e Fundador do Grupo EGOR

Nas últimas décadas, a mediocridade dos indicadores de crescimento económico, colocaram Portugal na cauda dos países europeus e levaram a que o ecossistema do emprego fosse equilibrando a balança da procura e da oferta da mão de obra, pelo recurso à emigração dos portugueses na busca de melhores oportunidades de trabalho e carreira profissional.

Numa altura em que o crescimento económico e os indícios da saída da crise pandémica abrem novas oportunidades, Portugal está já a braços, não apenas com a falta de mão de obra nos setores da hotelaria e da construção civil, mas sobretudo de trabalhadores qualificados e especialistas nas áreas relacionadas com a digitalização das sociedades. O crescimento da economia e a falta de mão de obra, poderão ajudar a perceber as razões porquê o flash estatístico do emprego do 3º trimestre deste ano, coloca Portugal em valores de desemprego mais baixos desde 2003, e no grupo dos países europeus que criaram mais postos de trabalho. Nos próximos anos, os programas estruturais de reordenação e recuperação económica e social, só serão executáveis se o país dispuser de capital humano - em quantidade e qualidade - no qual, todos os recursos disponíveis sejam mobilizados e nomeadamente, os milhares de pessoas ativas e aptas com mais de 45 anos que, por preconceitos arcaicos, engrossam as estatísticas do desemprego, num país que se dá ao luxo de desperdiçar técnicos e gestores, com formação e experiências diversificadas, lançados no desemprego, na maior parte dos casos, por empresas que encerraram.


Recentemente, a necessidade de reforçar a perceção social das vantagens da empregabilidade de profissionais seniores, e da sua reintegração no mercado de trabalho, deu origem a projetos, pro bono, de valorização do empreendedorismo sénior e da integração, num mercado de trabalho mais aberto e inclusivo – como as start ups – onde a mentoria de profissionais seniores pode marcar a distância entre o fracasso e o sucesso.


No entanto o principal obstáculo, resulte de a maior parte das pessoas ainda não se ter dado conta, de que a par da globalização e da automação, a humanidade está a dar os primeiros passos, num mundo onde, inevitavelmente, a vida de trabalho, se prolongara até aos setenta ou oitenta anos – a era da longevidade – Os early adpters, prematuramente reformados ou desempregados, engrossam já a legião daqueles que, como Hemingway, consideram a “reforma” uma palavra odiosa.

 


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