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Chegou o Avô NINI pelas mãos da Patrícia, em alemão.


Não é todo o dia que você recebe um vinho de castas selecionadas, recém-lançado com charme num resort dos sonhos abrindo o verão do Algarve, entregue a sua porta por uma ribatejana jovem falando alemão.


oPONTO aguardava o Avô NINI desde a sua gestação, que começara no último outono, avançou a virada de ano até o fim do inverno, parecia que abriríamos as portas com o rebento de Alenquer de Castas selecionadas Fernão Pires, Arinto, Touriga Nacional e Franca, Syrah e Alicante Bouschet.


– Quer mais?


Ora bem, uvas vindimadas e maturadas caprichosamente em Setembro de 2019 e Agosto de 2020, respetivamente o tinto de palato suave de frutos vermelhos e trufa, os brancos suavizados com nariz intenso de flores e pêssego, e rosé frutado para o vermelho de morangos e cerejas, com leve insinuação floral.


Só faltava engarrafar na primavera e assim foi feito, a maio sabíamos que os rótulos fresquinhos eram cerimoniosamente revelados, com todo o direito. Nascia um sonho, ou melhor, tornava-se realidade a homenagem sonhada pelo idealizador João Leonardo, e seus sócios da Costa & Leonardo. Uma homenagem de filho e netos para o Avô conhecido na região.


Segundo Patrícia Oliveira, uma das responsáveis pelo Marketing da nova marca, Avô Nini é uma homenagem a João Leonardo à essência de vida do pai, sempre alegre e bem-disposto, rodeado de amigos e de um bom vinho, conforme testemunham os filhos e os netos do “avô Nini”.


Com raízes fundas no Alenquer, que preza o lema de "terra da vinha e do vinho", não por acaso posto que se trata de uma região que tem dois terços da sua área em espaço rural e com muita da zona preenchida pela produção de vinho. Atividade económica importante para o país e que na região gera empregos. Não é pouco.



Coincidências à parte, estamos às vésperas do Dia Mundial do Avô, 26 de julho próximo, brincar que fomos surpreendidos em alemão fica por conta das máscaras que estivemos a usar durante o nosso encontro, na loja física oPONTO, no aprazível bairro de Bom Retiro, em Vila Franca de Xira, de onde se pode vislumbrar o velho Tejo. E foi inevitável, a boa conversa, regada com tal vinho, quando ouvimos que ela viveu um tempo na Alemanha e eu, que não a entendia por vezes, pois de máscara eu me sinto meio surdo, pensava que ela estava a falar em outra língua. Vinho bom para o meio-dia, fechávamos para o almoço, foi isso. A noite nos aguardava com mais intensidade, ao jantar degustando o Avô NINI tinto, com perfeito equilíbrio de corpo e aroma suave de trufas. - Bons momentos!

Assina a enologia técnica e atestado o enólogo Luis Maia da Sociedade Agrícola Félix Rocha


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Mas "quem são" essas castas?

Casta Fernão Pires - uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, embora seja nas regiões do Tejo, Lisboa e Bairrada que assuma maior protagonismo.


A produtividade elevada, bem como a versatilidade, precocidade e riqueza em compostos aromáticos, a tornam muito popular. É uma casta que, pelas suas características, aceita bem a espumantização e a vindima em colheita tardia, para a obtenção de vinhos doces. Por regra, os vinhos de Fernão-Pires devem ser bebidos jovens. Sensível às geadas, prefere os solos férteis, de clima temperado ou quente. Os descritores aromáticos que lhe estão associados alternam entre a lima, limão, ervas aromáticas, rosa, tangerina e laranjeira. Não é raro encontrar a Fernão Pires também em África do Sul e Austrália.


A casta de Arinto é versátil e presente na maioria das regiões vitícolas portuguesas, também conhecida como Pedernã, na região dos Vinhos Verdes.


A Arinto proporciona vinhos vibrantes e de acidez viva, refrescantes e com forte apelo mineral. A acidez firme será o principal cartão-de-visita da casta Arinto. Se em Bucelas a casta atinge o zénite, é no Alentejo e Ribatejo que se pronuncia mais frutuosa, pela textura e acidez tão indispensáveis, e difíceis de serem obtidas. Seus cachos são de tamanho médio, compactos e com bagos pequenos. Chama a atenção seus apontamentos de maçã verde, lima e limão, favorecendo a produção de vinhos de lote e também de vinho espumante.


Casta Touriga Nacional - No passado, chegou a dominar a região do Dão, igualmente relevante no Douro. Casta nobre, muito apreciada e a mais elogiada em Portugal, disseminada pelo Alentejo, Lisboa, Bairrada, Setúbal, Tejo, Algarve e Açores. A pele grossa, rica em matéria corante, ajuda a obter cores intensas e profundas. A abundância dos aromas primários é uma das imagens de marca da casta, simultaneamente floral e frutada, sempre intensa e explosiva. Favorece produção restrita de vinhos equilibrados, com boas graduações alcoólicas e excelente capacidade de envelhecimento.


Casta Touriga Franca - É a casta mais plantada no Douro, um quinto do encepamento total da região.


A sua popularidade fundamenta-se na extrema versatilidade, produtividade, equilíbrio e regularidade da produção, com sanidade geral fabulosa. Desenvolve-se num ciclo vegetativo longo, proporcionando vinhos ricos em cor. Com cachos médios ou grandes, de bagos médios e arredondados, a Touriga Franca é um dos pilares estruturais dos lotes durienses, assomando de forma decisiva no Vinho do Porto e nos vinhos de mesa. Graças à forte concentração de taninos, contribui para o bom envelhecimento dos lotes onde participa. Oferece fruta farta, proporcionando vinhos de corpo denso e estrutura firme e simultaneamente elegantes. Sugerem vinhos com notas florais de rosas, flores silvestres e amoras, sendo regularmente associada com as castas Tinta Roriz e Touriga Nacional.


Casta Alicante Bouschet - Nascida entre o casamento das castas Petit Bouschet e Grenache, quando vinificada, surge com firmeza, taninos e muita cor.


É a casta tintureira estrangeira mais portuguesa de Portugal, de origem francesa (Languedoc) capaz de proporcionar vinhos intensos de cor carregada, enraizada em terras Alentejanas, onde chegam a existir videiras com mais de 100 anos. Cada vez mais usada para tintos de Norte a Sul de Portugal, faz maravilhas quando se mistura com outras castas acrescentando aos vinhos, volume e estrutura, concentração e enorme capacidade de envelhecimento. A menor sensibilidade percebe aromas de frutos silvestres, cacau e azeitona, um convite a harmonização de carnes gordas, assados.

 

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