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Noticia e Informacao contextualizadas
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  • Luís Peazê

Viajar sem roupa, só com o Capt Lui


Já pensou em viajar sem roupa pelo mundo? No momento em que as companhias aéreas começam a cobrar até por bagagens de mão acima de 10kg, em que um frasco de xampu novinho é confiscado na hora de passar para a sala de embarque, e outras limitações de voo – para ficar apenas nas viagens pelo ar – viajar sem nada, ou com pouca coisa é a saída para driblar algumas novidades inconvenientes dos novos tempos, e continuar um hábito secular: ao viajar, encontrar pelo caminho apenas surpresas boas.

Pensando nisso o Capt Lui Travel lança uma proposta inédita. “Focal points” em vários países se encarregam de suprir itens de viagens para que os clientes não precisem carregar bagagens volumosas pelos aeroportos e outros meios de transporte por aí afora.

Luís Peazê teve esta idéia quando ele mesmo perdeu seu xampu antiqueda que sua mulher lhe comprou com carinho, para sua última viagem aos Estados Unidos. Além de ficar mais careca, foi a primeira decepção de sua viagem, ao ter o produto retido no Aeroporto Tom Jobim. Relapso, é verdade, ele sabia que a embalagem não se enquadrava naquelas permitidas para líquidos na bagagem de mão, a bordo do avião. Mas é aquela história, a gente só acredita quando acontece na própria pele. Se bem que Peazê, aliás ele mesmo está escrevendo, já havia tido um susto em Paris, quando a simpática agente de segurança do Charles de Gaulle lhe disse que não poderia passar com aqueles três vidros de Channel n0 5. – Mas é para a minha mulher, puxa vida, me ajuda então a voltar rapidamente no check in e despachar junto com a minha bagagem? Felizmente, a simpática agente se sensibilizou com a romântica demanda. Coisas que só acontecem em Paris.

A idéia de viajar sem roupa ficou hibernando na minha cabeça, até que o primeiro cliente do Capt Lui chegou com um pedido especial. Queria o menor desembaraço possível com operacional em sua viagem, com sorte gastar menos. Após conversarmos um pouco, entendi o perfil de meu cliente e tive, então, esta ideia. Consultei uma amiga de longas datas em Amsterdã, que hospedaria meu cliente, via Airbnb, se ela não arranjaria vestuário apropriado para “nosso cliente”. Ela me lembrou de uma amiga mútua, que abrira um brechó também, em Amsterdã, e, por fim, lembrei de outro amigo dali mesmo que aluga barcos, que me pedira defensas de sisal recentemente, e essa é outra história. Concluído o programa para meu cliente: ele viajou sem roupa, com apenas alguns itens na bagagem de mão e ao chegar no destino usou roupas locais, para o dia e para os programas da noite, assim como roupas de temporal, para velejar, e outras para fazer caminhada incluída no programa desenhado exclusivamente sem se preocupar com bagagem e com a "laundry". Sim, ele viajou acompanhado e o seu par, também entrou no pacote. O casal ainda curtiu escolher aqueles itens por fotos enviadas da Holanda. Isto é, a viagem começou antes da partida.

Como um velho analista de sistemas, velho a ponto de ainda pensar em organização & métodos, tão velho que ainda acredito em gerenciamento eficiente, coisas antigas que não se compra em farmácia, criei o produto “travel-hands-free”, para indivíduos e grupos em viagens de férias e negócios, estes últimos não precisam mais levar seus laptops e sobretudo pesado e volumoso, por exemplo, e outros itens específicos de certos profissionais.

Desconfio que esta ideia carrega um pouco da filosofia de reciclagem influenciada pela tendência fractal das tecnologias disruptivas que fizeram explodir a economia do compartilhamento, “sharing economy” e “peer-to-peer” onde brotaram as Airbnb, Uber, Lyft, Homeaway, BoatSetter, GetMyBoat, PurpleDinner, MealSharing, EatWith, YourLocalCousin, para citar algumas, assim, aquelas novidades inconvenientes mencionadas no início, acabam dando origem a boas ideias. Que bom, podemos continuar viajando.

Última palavra: além de viajar sem bagagem, pense não precisar se enredar na abundância de opções de destinos, reservas de voos, hotéis e programas. Leia Muitas opções na hora de viajar, bom ou ruim?


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