E
o CRÔNICO foi lançado
Por Luís
Peazê
[Foto 1]
[Foto 2]
Resumindo numa expressão, o calor humano foi a tônica do
lançamento do CRÔNICO uma aventura diária Nas Esquinas do Rio. Mas é
pouco resumir só nisso. A atmosfera era de descontração e tudo o que pode provocar um
garçon simpático com o apelido de Cebolinha, conduzindo pela calçada uma bandeja com
chope gelado e batatinhas fritas, por 100 metros, desde o Boteco Belmonte à Livraria
Bolívar. 21 de novembro de 2006 já está gravado pra sempre na minha história
particular.
Acho que algumas pessoas também não irão esquecer, a contar pelos e-mails que recebi no
dia seguinte, tão logo liguei o computador, ainda meio grogue.
Devo agradecer..., aliás, obrigado foi a palavra que mais utilizei na noite de
autógrafos do CRÔNICO. Obrigado por comparecer, dizia para cada amigo, antigo ou amigo
novo que acabava de conhecer, que pedia o autógrafo e me dava um abraço. Depois de um
dia estafante de trabalho, dia chuvoso, obrigado é pouco... Muitos vieram de longe, da
Zona Norte, de Niterói, do Centro da Cidade, de Cabo Frio, da Roda Gigante de suas vidas.
Obrigado é pouco... Obrigado minha Helga, pelo acompanhamento de tudo, incansável,
infalível, às vezes me pergunto se você existe. Obrigado por isso, obrigado por aquilo,
aos donos da Livraria Bolívar e às gerentes e atendentes, sorrindo, trabalhando.., aos
garçons e gerentes do Boteco Belmonte, à Editora Imago, às assessoras de imprensa e ao
saxofonista Joel, que enchia de graça o ambiente com a sua música e carisma. Nesta noite
Joel deixou de tocar nas esquinas de Ipanema para trabalhar na Bolívar, tudo no Rio. [contrate-o
pelo telefone ...em breve]
Então renovo e re-renovo a todos o meu muito, muito obrigado
mesmo.
Até mesmo aos que não puderam comparecer, alguns muito chegados eu confesso que vou
cobrar um motivo muito sério, e, é claro, vou dizer que eles estão totalmente
perdoados. Aos que cederam ao cansaço, olha..., vocês perderam uma festinha muito legal.
Mas ainda há chance, para os que não puderam ter contato com o CRÔNICO: preparei um guarda-sol
personalizado, mesinha, cadeira de lona, uma boneca do CRÔNICO, e ficarei em frente a
livrarias, literalmente escrevendo Nas Esquinas do Rio, será uma aventura diária.
Confira o roteiro aqui mesmo. A primeira esquina será no Bar D´Antônio, da Livraria
Letras & Expressões do Leblon, 25/11/2006 entre 11:00 e 15:00 horas.
E assim o CRÔNICO foi lançado. Daqui para frente ele deve levar a sua vida pelas
próprias pernas. Vai, e comporte-se, hem. Não seja muito seletivo, mas não abuse da
convivência com as más companhias. Aprenda tanto com os mais comportados e
circunspectos, quanto com os aparentemente malandros. Cuide-se, e não dê bola para as
críticas, de cada uma mesmo que pareça injusta é possível aprender algo. Seja
simpático com os leitores, fique em suas mãos até o fim. Apareça, lembre que você
existe, não seja acanhado. E, se algum dia por acaso você for viver num balaio
empoeirado, mantenha o sorriso, e confie, mais cedo ou mais tarde um leitor muito
especial, quem sabe farejador de sebos, lhe trará de volta para uma leitura faceira.
Acredite, esta leitura será feita como fizeram os seus amigos que foram ao seu
lançamento, por puro prazer. Neste caso, não esqueça de agradecer.
As fotos
1 fotos 2 a seguir foram tiradas pelo meu
querido amigo Armando Rozário.
Armando mora na Região dos Lagos, a 150km de distância do Rio de Janeiro. Obrigado,
Armando, de joelhos. Seus clicks impagáveis registraram todos os sorrisos e movimentos do
evento. Armando, para quem não sabe, é fotojornalista e nasceu em Hong Kong (1931).
Trouxe da China para o Brasil, em meados da década de 1950, o método de desenvolvimento
de fotojornalismo; antes disso, havia sido correspondente em Hong Kong e Macau, para a
European Picture Service; Armando havia fotografado o início da revolução de Mao Tse
Tung; fotografou Louis Armstrong quando este monstro do jazz decolava na carreira;
fotografou a mãe do Presidente Juscelino Kubitscheck e com esta foto ganhou na justiça
direitos autorais contra a Revista Manchete, criando jurisprudência na matéria; foi
fundador da Banda de Ipanema; Armando tem um curriculum que não caberia aqui e, de tantas
histórias interessantes a que gosto mais é a de que, em 1978, Carlos Drumond de Andrade
e Otto Lara Rezende comentaram a galhardia de um jovem ecologista, fotojornalista, em
crônicas no Jornal do Brasil, e o jovem era Armando Rozário.
Armando faz experiências com fotos pelo telefone celular, um Nokia, e que fotos,
desafiadoras para estudiosos de plantão. Atentemos para um detalhe: na sua adolescência
um telefone convencional era coisa tão rara e espetacular quanto uma viagem turística
para a Lua o é hoje em dia. |