<% Dim conv, SQLconv set conv = Server.CreateObject("ADODB.Recordset") SQLconv = "select * from Textos where sessao = 'c' order by id desc" conv.Open SQLconv, objConn Dim dia, SQLdia set dia = Server.CreateObject("ADODB.Recordset") SQLdia = "select * from Textos where sessao = 'd' order by id desc" dia.Open SQLdia, objConn Dim impr, SQLimpr set impr = Server.CreateObject("ADODB.Recordset") SQLimpr = "select * from Textos where sessao = 'i' order by id desc" impr.Open SQLimpr, objConn %> Conversa no Píer

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Bem-vindo a bordo - Alguns amigos e clientes pediram e nós atendemos. Criamos a Loja do Peazê, para vender os nossos livros, consultorias, barcos etc. Até o momento realizamos transações diretamente, por e-mail e telefone, e não tivemos um problema sequer. Mas agora, aceitando pagamento por boleto bancário e cartão de crédito VISA com Sistema Seguro, as transações ficaram mais fáceis. Sim, o contato direto com o Peazê continua, e como... Clique e seja bem-vindo a bordo!


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Alô Mano Peazê!
Estamos, em Niue... onde Cook não conseguiu desembarcar. Os "locais" eram muito agressivos e hoje gente finérrima, acreditamos que a época também, somente não eram muito afetos aos colonizadores. Tivemos dias notáveis e bem calmos... Quando chegarmos a Opua, New Zealand, onde passaremos a temporada de furacões, vamos te encher de textos para a Conversa no Píer... Desta vez faremos a passagem de Tonga para Opua em solitário, infelizmente não conseguimos crew... Sim, aquela traduçaao de Tio Machado, dos Trabalhadores do Mar de Victor Hugo, para nós é das melhores traduções, notável. Aquele abração do mano Sombra. "Dez anos ao redor do mundo!"

 

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Tempo, Ondas, Marés, Ventos

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 Nossa Mensagem de Natal, Nossas Novidades, as Enchentes e o Dia do Marinheiro

 - Havíamos planejado pelo menos duas pautas apetitosas que escolheríamos no último minuto para a edição de dezembro de 2008, mas resolvemos fazer uma reflexão sobre as enchentes, dar nosso depoimento (clique aqui) e, claro, enviar nossa mensagem de Natal aos amigos, é isto, aqui na Conversa no Píer é assim, leu já é amigo, e, como Amigo da Marinha, congratulações pelo Dia do Marinheiro, 13 de dez.

- E a nossa novidade, além, da Loja do Peazê (veja ao lado), é o dinghy linha Fachinha a partir de R$950,00 a vista ou em duas vezes, por boleto bancário, depósito em conta bancária ou cartão de crédito Visa. Saiba mais>>>


Coversa no Píer© 2006/2008. Todos os direitos reservados à Clínica Literária©, Conversa no Píer© e à Luís Peazê. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.

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Dinghy Peazê
Um jeito elegante de viver o ambiente náutico. Num rio, num lago ou no mar. A remos, a vela ou a motor..


Blub preso pela Receita Federal
Um absurdo
Por Luís Peazê

Um casal belga de amigos nos contou a situação kafkiana em que está metido. Seu veleiro, o Blub, um 42`de ferro construido em casa (Antuérpia), durante anos, como muitos de nós brasileiros sonhamos construir nossos veleiros, está preso em Salvador pela Receita Federal.

A filha do casal e o marido brasileiro vieram viver no Brasil, pais de dois lindos garotinhos, e o casal de avós, aposentados, no alto de sua sexagenária estação da vida, os acompanhou por motivos óbvios. Fizeram o que deveria ser o cruzeiro de seus sonhos, que transformou-se num admirável pesadelo. O Blub está preso em Salvador e eles têm que pagar multa de US$5.000,00 em Porto Seguro para a Receita Federal. Preso em Salvador e o pagamento da multa é em Porto Seguro? Começa aqui o absurdo e, por isso, lanço logo de início um apelo: quem puder ajudar, seja bem-vindo. Alto lá, não é o caso de doação em dinheiro, trata-se de doação de conhecimento.

De cara, é impossível não trazer à tona a antiga conversa de píer sobre o porquê do Brasil não receber cruzeiristas internacionais como recebem o Caribe e outros tradicionais "cruizing grounds". Certamente uma das razões mais fortes não é a nossa situação geográfica, que é até favorável em alguns aspectos, mas a falta de intercomunicação entre a nossa Marinha do Brasil, através das Capitanias dos Portos, e a Polícia e Departamento de Receita Federais.

No momento a Danny, mulher de Pierre, retornou para a Bélgica porque sua mãe, velhinha, está doente e precisa de auxílio. Pierre ficou para resolver o problema do barco e também porque o casal não colhe dinheiro em árvores, como alguns de nós poderia imaginar que os europeus fazem para viver. E o Pierre, como também podemos imaginar, não fala (ainda) português, e ninguém na Receita Federal se anima a aprender o flemish, sua língua materna, tampouco francês, sua segunda língua. Mas o imbróglio com o barco não é linguístico (ou é), é exatamente o seguinte, em poucas linhas:

Pierre aterrou em Recife em janeiro de 2007. Imediatamente procurou a Capitania dos Portos pernambucana e a Receita Federal. Formalmente vistoriado em papéis, pois nem a vistoria do Departamento de Saúde foi feita a bordo, seguiu viagem costeira para Salvador. Na capital baiana apresentou-se à Capitania dos Portos, não recebeu nenhuma demanda burocrática e foi informado, na Marina Bahia, que não precisava cumprir nenhuma exigência aduaneira ou de imigração nem de foro marítimo pois já havia entrado no Brasil, via Recife. Uma vez descendo até Porto Seguro, seu destino final, permaneceria na Bahia e, desta forma, raciocinou, como eu raciocinaria nessas condições, que estava em ordem com suas obrigações de estrangeiro, tanto como indivíduo quanto em relação ao Blub, a embarcação.

Passados momentos memoráveis na companhia dos netos, resolveu construir uma casinha préfabricada de um quarto, sala e banheiro no terreno da filha e retornar para a Bélgica, para dar entrada num pedido de visto permanente de residência no Brasil, de modo que pudessem, ele e sua esposa, viver modestamente com sua aposentadoria neste pedaço de paraiso. Aí começou o pesadelo que se arrasta até hoje, desde meados do ano passado.

Ao ameaçarem sair do Brasil, de avião, foram informados de que o Blub não poderia ficar aqui. Com o impacto do susto, sua filha encontrou na Internet a nova lei que permite a veleiros estrangeiros a permanência de dois anos em águas brasileiras. Argumentaram com a Receita Federal da Bahia mas esta contra argumentou que (absurdamente) não conhecia a lei. Observe-se que esta nova lei é de autoria do Senador "baiano" César Borges.

Até maio deste ano (2008) gastaram com advogado para esclarecer a situação junto à Receita Federal e finalmente ganharam a liberação do Blub, desde que saissem com ele do Brasil no prazo apertado de 30 dias. Isto é, a Receita Federal ignorou a nova lei de permanência de veleiros estrangeiros por dois anos no Brasil. De todo jeito, assisti Pierre vigiar durante uma semana a melhor maré para sair do Rio Buranhem entre Porto Seguro e Arraial d´Ajuda e inclusive pude ajudá-lo, pedindo para um amigo local guiá-los "para fora" com sua possante lancha. Seu destino era novamente Salvador, para tirar o barco da água, pintar a venenosa e executar alguns reparos providenciais antes de uma travessia oceânica, como manda a regra mais básica de um cruzeiro. Ok, talvez o Pierre tenha cometido um crime horrendo, passou um pouco de 30 dias extras no Brasil. Mas em meados de junho lá estava o Blub navegando em águas internacionais novamente, com uma tripulação de amigos que levaria o Blub para a Europa, sem o Pierre a bordo, em seu lugar o velho Murphy (aquele da Lei). Então, quebrou o leme e a tripulação ficou a ver navios por alguns dias até ser resgatada, tendo retornado para Salvador. Onde o Blub foi imediatamente algemado.

De Salvador o Blub só sai se o Pierre pagar US$5.000,00, com eu disse no inicio, em Porto Seguro. E, segundo a Receita Federal, que entende tudo de plano de cruzeiro transoceânico, se o Blub pagar R$5.000,00, deverá sair imediatamente do Brasil.

- Xô, Xô daqui, Blub.

- Mas não se vai para a Europa a partir de Salvador nesta época do ano...

- Não importa, é a Receita Federal que está mandando, pague US$5.000,00 e pé na estrada.

Se eu estivesse lendo este relato e não conhecesse o Pierre, com a minha cabecinha infestada de maldade eu pensaria que o Pierre quer é manter o Blub aqui no seu novo quintal para sempre e está enrolando a Receita Federal do nosso querido e ingênuo Brasil. Que nada, há inclusive compradores para o Blub na Europa, esfregando as mãos, e eu conheço o Pierre, uma das mais felizes descoberta de natureza humana desses últimos tempos para mim. Pierre é uma dessas pessoas que a gente quer por perto. Sereno, calado até e ameno sempre com um sorriso acanhado e pronto para ajudar. Inspira total confiança.

Conheci o Pierre quando encalhei na lama com o meu velho carro. O Pierre estava parado com sua bicicleta, num boqueirão no caminho entre a praia de Pitinga e o centro de Arraial d´Ajuda. Encalhei inexoravelmente e relutava o auto socorro, quando finalmente resolvi enfiar-me no barro até a altura dos joelhos o Pierre sorriu amigavelmente e enfiou-se também, para me ajudar. Eram dois cruzeiristas se encontrando em alto mar.

Aguardamos a sua opinião:

 

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Dinghy Peazê linha Fachinha a partir de R$950,00

Conversa no Píer (antigas)

 

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Alvídia,
Um Horizonte a Mais

por Luís Peazê
352 pág.
ISBN 85-88053-01-2
Estylita Editora - RJ, 2000

Um livro de aventura diferente. Um casal de brasileiros comuns, monta uma fábrica em três países e em quatro anos, joga tudo para o alto e realiza o sonho de construir um veleiro com as próprias mãos, sem experiência prévia. E aventura-se num dos mares mais perigosos do mundo, na costa leste da Austrália sem saber velejar e sem dinheiro. Mas Alvídia vai muito além de uma peripécia náutica, é uma história de amor, da exaltação de valores universais, uma lição de otimismo, uma viagem de algum modo necessária, que vale a pena se embarcar, um horizonte a mais.

Ilhas paradisíacas, ancoragens inenarráveis, velejadas ao pôr do sol, são o pano de fundo da realização de um sonho e, com muito humor, da história de uma aprendizagem fundamental: "às vezes é preciso perder para ganhar..."

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Conversa no Píer - a primeira revista brasileira de marinharia.
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Luís Peazê - Editor
contato@luispeaze.com

Como diz o velejador Eric Tabarly sobre as pessoas do mar
: "
É verdade que elas têm uma visão diferente do mundo, pois vivem no planeta Mar, onde não existem fronteiras. Daí serem sinceras, autênticas e solidárias. Talvez você seja uma delas." Obrigado por seus comentários.
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