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Peazê por
ele mesmo:
Casado com Helga desde 1981.
Quando nasci minha mãe pediu ao meu
avô, que era lavrador, para enterrar meu cordão umbilical no jardim de rosas lá de
casa. Distraído, ou pelo hábito de ter que plantar para colher, ele cobriu a cova com
muita bosta, só pode ter sido isso.
Mamãe foi muito cedo para o outro
mundo e eu fiquei de mão em mão, isto é, de peito em peito. Dizem que mamei em mais de
uma dúzia de seios. Daí a minha tendência a animal desgarrado, e essa fixação
Na
infância eu brigava quase todos os dias, na rua, no colégio e nos campos de futebol.
Apanhava sempre, mas não desistia até acertar pelo menos um soco bem dado. A partir da
adolescência passei a detestar a violência, e lutar só com o cérebro. Nunca mais
acertei um soco bem dado, mas continuo tentando, com uma vontade indomável.
Sou uma mistura ebuliente de paixão
e razão. As menores fraquezas de caráter e personalidade de certas criaturas me irritam,
pois é tão fácil curar esses males. Experiência própria.
Se eu pudesse estaria em contato com o maior número de
pessoas permanentemente, mas adoro ficar sossegado no meu canto, lendo, escrevendo,
sonhando. Sou capaz de ficar vários dias sem sair de casa. Meu melhor amigo foi meu pai
que hoje mora no céu, amo meu filho, minha mulher, minha família, sou feliz, não tenho
o que reclamar, mas as injustiças no mundo me lembram que a tristeza existe.
Hobby:
Cozinhar,
velejar, futivoley e leitura, e pelo menos uma taça de vinho por dia, desde os mais
baratos até os veneráveis só conhecidos através dos amigos. |
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peazê
brincando de palhaço na abertura da 1a. Jornadinha Literária Infantil de Passo Fundo -
agosto de 2001Biografia
Luís Cláudio
Peazê da Silva, é escritor, tradutor e jornalista (MTB 24.338). Nasceu em Canoas, RS, em
1958. Foi jogador de futebol, Analista de Sistemas, Administrador de Empresas e
Publicitário. Empresário nos Estados Unidos, Austrália e Brasil. Entre 1995 e 1998,
viveu a bordo de um veleiro, o Alvídia, construído com as próprias mãos e velejou
perto de 10.000 milhas em torno da Austrália, com sua mulher Helga, retornando ao Brasil
para dedicar-se integralmente à literatura (especialista em crônicas) e a disfusão das
questões do meio ambiente marinho e da mentalidade marítima.
- É membro da
Hemingway Society - USA, tradutor de Por Quem os Sinos Dobram, de Ernest
Hemingway; da ABI - Associação Brasileira de Imprensa; da ABJC - Associação Brasileira
de Jornalismo Científico; SINTRA - Sindicato Nacional dos Tradutores.
- Cônsul no
Brasil para Wooden Boat Foundation & Northwest Maritime Center (USA).
- A partir de 2008 passou a construir uma obra de arte naval
o Dinghy Peazê, embarcação clássica de madeira do século
XVIII, réplica do famoso Herreshoff Columbia 12 (pés). Peazê produziu sozinho, como
autodidata, o lofting (linhas da arquitetura do barco) e o constrói com as própiras
mãos, também como autodidata (nunca fez curso de carpintaria naval). Confira>>>
- Dirige a Clínica
Literária© Traduções, consultoria, planejamento e notícias do
mundo editorial e literário.
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