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...no princípio era o verbo, depois veio a luz e o dedo
de Deus separou as águas e surgiram os continentes - qualquer coisa assim. Passaram-se
milhões de anos até a época das colonizações que por sua vez terminaram num dia
qualquer do final do século XX. Então, os homens do hemisfério norte, que haviam
perdido as colônias por tê-las exaurido, ou por causa da emancipação da humanidade, se
deram conta que naquela separação das águas a maior área molhada escapara-lhe das suas
mãos desde o início. Ainda detinham o poder (econômico), mas não podiam plantar o
suficiente para comer e, por outras razões de caráter, também não tinham mão-de-obra
suficiente para trabalhar a terra e nas suas fábricas, que por sua vez também dependiam
de água. Assim foi que a guerra começou, a guerra pela água..."

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Números das Águas
Ano 2003

Está equivocado quem pensa que a água é uma
necessidade, assim como estão equivocados aqueles que pensam que ela é um recurso
natural inesgotável.
Água é um bem comum. Em alguns documentos produzidos
por organismos internacionais, desde a ECO 92, a Agenda 21 e os Fóruns Mundiais da Água
em Haia, Johannesburg e Kyoto, a água é definida como uma "necessidade" e
automaticamente inserida na lógica mercantilista. Deste modo, a discussão sobre a
privativação dos recursos hídricos, a moeda azul do terceiro milênio, estaria
autorizada.
Mas a água é um direito de todo o cidadão
deste planeta, portanto é um bem comum e assim deve ser tratada. Como o ar que
respiramos.
Mas vamos aos seus números:
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), por
volta de 2020, a falta de água vai afetar 2/3 da população mundial. Fora as águas dos
mares e oceanos, e das geleiras, somente 1% da água do planeta está disponível para o
uso do homem, diretamente ou na agricultura - a água doce. Desse total, o Brasil
detém 10% ou mais e a maior parte (80%) está na região amazônica, onde vivem apenas 5%
da população.
Previsão pessimista da ONU: em 2050 7milhões de
pessoas, em 60 países sofrerão com a escassez de água.
Previsão otimista da ONU: em 2050 2 milhões de pessoas,
em 48 países sofrerão com a escassez de água.
A metade das águas do mundo, disponíveis
para consumo, estão irremediavelmente contaminadas e, fora as práticas de
manejo irresponsáveis ou ignorantes (na agricultura, nos lares domésticos e empresas em
geral), é o relaxamento dos políticos e governantes a maior causa de agravamento do
risco de escassez de água num futuro próximo. Os cientistas menos pessimistas não
acreditam que água irá acabar, nunca, eles apenas afirmam que, se não for revertida a
atual circunstância de risco fatal, através da educação ambiental em massa e ação
menos hipócrita e demagógica dos políticos, a água doce do planeta pode ficar quase
que totalmente imprópria para o uso - o mesmo que dizer que ela acabou. Está ameaça é
um dos argumentos dos capitalistas e especuladores do futuro para privatizá-la e
racionalizar o uso/consumo.
Um dos maiores desafios da gestão de recursos hídricos
no País é a redução dos níveis de poluição.
Desperdício
Diante de tantas ameaças, como a poluição por efluentes industriais, a falta de
tratamento sanitário e a contaminação por resíduos químicos provenientes da
agricultura, muitos grupos vêm trabalhando para melhorar a qualidade da água.
Atividades cotidianas como escovar os dentes e tomar
banho são ilustrativas: de todo o consumo de água, 78% são gastos no banheiro.
Escovar os dentes gasto médio de 11 litros de 3 a 4 minutos. Economia de 10
litros, se fechar a torneira enquanto escova os dentes e usar a água de um copo de 350 ml
para enxágue.
Banho de chuveiro gasto médio de 40 a 45 litros de 10 a 15 minutos.
Economia de 30 litros, se fechar o chuveiro enquanto se ensaboa, ou simplesmente diminuir
o tempo de banho.
Vaso sanitário: uma pessoa em
condições normais de saúde produz aproximadamente um quilo de fezes por dia, e consome
de 12 à 24 litros de água para evacuar o vaso sanitário. Ainda não está disponível
no mercado um método inteligente "de lidar com a bosta humana", mas
recomenda-se uma alimentação menos agressiva aos intestinos para, se não pela saúde,
diminuir a "necessidade" de água nesta hora.
Regar jardins e plantas consumo médio de 180 litros em 10 minutos. Economia
de 95 litros, pelo uso do esguicho tipo "pistola" e regar na raiz, apenas o
necessário, e nos horários mais apropriados, manhã ou à noite.
Lavar o carro o uso da mangueira consome, em média, 550 litros em 30
minutos, sem contar o desperdício de conexões defeituosas. Economia de mais de 500
litros, substituindo mangueira pelo balde e, obviamente, lavando o carro somente
quando necessário.
Lavar calçadas no Brasil é comum o uso de mangueiras para lavar as
calçadas, visto por muitos como um gesto de civilidade, mas representa um consumo
médio de 280 litros em 15 minutos. Economia de 260 litros, se for utilizado um balde para
inibir a poeira e em seguida uma vassoura. O prazer do cheiro da terra molhada é um
prêmio pelo uso inteligente e saudável, para o bolso, o corpo e a mente.
Agricultura e Agropecuária, os maiores
gastadores de água: um boi bebe mais de 20 litros de água por dia, não há
como sensibilizá-lo para beber menos. Mas, as irrigações por inundação (para
plantações que necessariamente não demandam este tipo de irrigação)
cosomem/desperdiçam substancialmente mais água do que os métodos de asperção, assim
como estes gastam substancialmente mais do que os métodos modernos de gotejamento nas
raízes das plantas. Passa pelo assunto a pauta do crédito rural para o pequeno
agricultor de orgânicos, lembrados pelos políticos somente em épocas de eleição.
Águas de março!
Ameaça de sede mundial fechando o verão
»Agir localmente, pensar globalmente, um
planeta saudável é possível
» Sede zero
»Água para o futuro
»Água, um direito de todos
Não deixe de ler neste site sobre o Aqüifero Guarani
Cristais de Água que sentem
O carioca Franklin Frederick,
geomancista, anunciou no FSA a vinda do japonês Masaru Emoto, cientista que descobriu nos
cristais de água, amostras congeladas de águas de diversas regiões do planeta, que a
água tem memória. E ela também sente, como um ser vivo qualquer.
A teoria de Emoto, aceita pela
comunidade cientifica internacional, resulta do estudo das moléculas de água que, uma
vez congeladas refletem imagens de cristais que são verdadeiras jóias, se a água
examinada é de boa qualidade, e desenhos desorganizados, ou nenhum desenho, se for turva,
contaminada, ou agredida por frequências que vâo desde músicas irritantes,
palavrões, ondas de rádio e os mais variados estímulos utilizados por Emoto em suas
experiências e descritos no livro Messages from the Water (a ser traduzido para o
português).
A utilidade prática desta teoria
reside no fato irrefutável de que somos, assim como o próprio planeta, 70% água, ou
seja, nosso terreno biológico, órgãos, tecidos e ossos, nossas células, são banhadas
integralmente por água. Daí ao raciocínio de que nossas funções vitais e saudáveis
dependem da organização das nossas águas é um pulo, ou uma gota básica de saber.
A partir do Japão, Emoto está
organizando para o dia 25 de julho de 2003, uma corrente mundial de agradecimento e
dedicatória de amor pelas águas do planeta. Vários pontos, lagos e rios mundialmente
conhecidos, serão utilizados como ponto de encontro. Luís Peazê está discutindo com a
Fundação OndAzul, um abraço na Lagoa Rodrigo de Freitas para compartilhar desta ação
inédita do cientista japonês. Em breve mais informações neste site. |