O conteúdo deste site é propriedade intelectual privada e
toda e qualquer reprodução do mesmo em parte no todo sem a prévia autorização será
considerada violação de direitos autorais e estará sujeita a ação penal. Para
permissão e-mail
Mundo
De Cuba à Gaza, a cegueira das vaidades
por Luís Peazê
publicado em 05/06/2010 - 12:30
A
primeira declaração do Sr. Barack Obama foi que esta lamentável ação do governo de
Israel (o assalto aos navios de ativistas que buscavam furar o bloqueio à faixa de Gaza)
poderá pelo menos abrir caminho para uma nova possibilidade de paz entre palestinos
e israelenses. Esta enorme sutileza, com o perdão do oximoro, de quem ainda não
havia encontrado nada melhor para declarar, pelo menos abre uma janela possível para
digressões necessárias.
Relevando
a ironia, não seria hora de serem atacadas todas as missões pacifistas que tentam
resolver problemas crônicos de truculência ou de fanatismo?
Não
poderia ser mais emblemática, esta missão provocante de paz e suprimento, atacada
burramente por Israel, ter origem no topo da montanha, como é chamada a cidade de Nova
Iorque.
Se
no mundo dos negócios reza o mandamento de que é a partir de Nova Iorque que uma empresa
realmente pode ambicionar a conquista de todos os mercados mundiais, então resolver o
negócio dos problemas crônicos de truculência poderia ser assim planejado:
Adotar-se-ia um
edifício na grande maçã, repartido de modo a abrigar escritórios, de uma única
organização não governamental, por área de conflito mundial. Dali sairiam missões de
paz e suprimento. Tomando como base um certo mapa que circula nos corredores nas Nações
Unidas, onde há manchas vermelhas nos países com sérias tensões ou conflitos armados
em curso. A África, por exemplo é toda manchada de vermelho; a Índia e vizinhanças
idem; os arredores da Rússia; a região das Coreias; todo o anel das margens do
Mediterrâneo, compreendendo vários países com suas tensões seculares permanentes,
Israel incluso; as águas que separam a Irlanda da Inglaterra, o lado ocidental do
Pacífico ao longo do norte da América Latina e as Malvinas, no extremo do Atlântico
Sul; o caso da Venezuela seria sui generis, a missão de paz e suprimento levaria doses
cavalares de veneno para injetar no próprio Ditador Chávez e, seguramente, seria
exterminada pelo truculento homúnculo, chocando o mundo tal qual Israel acaba de fazer.
Mas talvez mais
emblemático do que tudo, a próxima missão de paz e suprimento (de produtos americanos),
poderia zarpar de Nova Iorque em direção a uma área de conflito que, curiosamente não
derrama sangue há algum tempo (apesar das greves de fome suicidas), mas sofre tanto
quanto as demais: Cuba.
Ainda não está na
hora, Sr. Obama de levantar os embargos a Cuba? O que espera o governo cubano para
render-se ao diálogo, mesmo que de falso tolo a la Lula, para integrar a Ilha ao resto do
mundo, copiando todas as mazelas do consumismo insano e escalada abominável pelo
crescimento do PIB, sem levar em conta a qualidade de vida das pessoas? Pois, após a
derrubada do muro de Berlim, não há nada mais que impeça qualquer lugar do mundo a
desfrutar dessa insanidade global.
Pensando bem, a
própria ONU poderia abrigar aquele edifício em Nova Iorque e organizar missões de paz e
suprimentos para serem atacadas insanamente e, daí, resolver os conflitos de uma vez por
todas. O mundo viveria por algum tempo, e por uma causa única, numa espécie de Terceira
Ordem Mundial, chocado.
Mas o problema
talvez esteja justamente aí, em organizar a ordem de saída das missões vitimizadas
premeditadamente. A tomar pelos ambientes climatizados e longe da realidade da própria
ONU e do loquaz modus operandis dos governantes de hoje e sempre, a cegueira das vaidades
impediria esta tomada de decisão de um modo justo e, preponderantemente, prioritário.
A insanidade de Israel pode não
ter sido estimulada por razões meramente de defesa de interesses econômicos satânicos,
tampouco de crença religiosa ou ideologia arcaica, mas por pura vaidade de um punhado de
seres humanos menores. Isso é tão monstruoso que é possível encontrar verdade nas
palavras do próprio monstro, de que o mundo nada na hipocrisia. O que nos leva a
conclusão ingênua de que: talvez agora se abra um caminho para uma solução para todos
os bloqueios.
Recomendação:
o New York Times de 05/06/2010 publica artigo com síntese de opiniões e restrospecto da
questão Israel-Hamas, para quem se interessa por uma visão mais próxima da realidade,
vale à pena ler o artigo no URL http://opinionator.blogs.nytimes.com/2010/06/04/is-the-embargo-good-for-the-jews/?hp
Leia tabmém:
Estudo
do UNEP afirma:
comer menos carne melhora o meio ambiente
por Luís Peazê
publicado em 03/06/2010 - 15:30
Notícia inofensiva sobre bomba, mole mas com diploma
por Luís Peazê publicado em
30/05/2010, 17:30

Comentários:

-------------------------------------------------------------- |