Head banner cloud 2 english natal.jpg (218871 bytes)

colunas.jpg (2419 bytes)

servicos da cl.JPG (5342 bytes)       loja do peaze.JPG (3248 bytes)

Share/Bookmark

figura1.jpg (5432 bytes)

figura1a.jpg (6228 bytes)

figura2.jpg (4823 bytes)

figura3.jpg (3455 bytes)

figura3a.jpg (4476 bytes)

figura4.jpg (2917 bytes)

figura5.jpg (3428 bytes)

figura6.jpg (3208 bytes)

figura7.jpg (5144 bytes)

figura8.jpg (2243 bytes)

figura10.jpg (2681 bytes)

figura9.jpg (1781 bytes)

Share/Bookmark

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina

O conteúdo deste site é propriedade intelectual privada e toda e qualquer reprodução do mesmo em parte no todo sem a prévia autorização será considerada violação de direitos autorais e estará sujeita a ação penal. Para permissão e-mail
logoobservatorio.gif (7254 bytes)

setinha down.JPG (713 bytes)Jornalismo - Política - Ciência & Tecnologia - Comportamento
diploma.jpg (60105 bytes)E o Diploma de Jornalista, Meritíssimo?
por Luís Peazê   Publicado em 07/04/2010 00:00

Dia do Jornalista

No princípio era o fato. Não havia ninguém para contar a história. Os fatos foram se acumulando e as pessoas se interessando cada vez mais sobre as novidades. Assim surgiu a notícia.

A primeira notícia foi contada num tronco de árvore deitado no meio da estrada. “Aqui eu vi um animal tão alto quanto às árvores ao redor, de quatro patas e um rabo muito grande, matei o animal com um tacape na presença de minha família, mulher, dois filhos e um parente. Depois seguimos em fila, do jeito de sempre”.

Surgiu o precursor do jornalista, um homem comum acumulando duas ocupações, a de caçador e cronista. Narrava a cronologia de suas andanças, quando algo inusitado acontecesse. Andava sem parar. Quando parou, surgiu um outro tipo de homem: o caixeiro viajante, o segundo precursor do jornalista, mais descritivo e mais seletivo nas notícias narradas pessoalmente, nas terras para onde viajava. Nesta época surgiram vários tipos de homens, os tipos diferentes de mulheres só surgiriam muito tempo depois.

Surgiram também os cronistas, intérpretes dos caixeiros viajantes e estudiosos da palavra escrita, com símbolos vários, depois consolidados em letras. Começaram a surgir as várias formas móveis de se divulgar as notícias, encadeadas na forma de histórias.

A partir daí o mundo nunca mais foi o mesmo. Pode-se afirmar o seguinte: sem a divulgação das notícias o homem não evoluiria ao ponto e da forma como evoluiu até os dias de hoje. Foi preciso cruzar oceanos desconhecidos, ultrapassar cadeias de montanhas aparentemente intransponíveis, enfrentar diferenças climáticas extremas, as barreiras das diferentes línguas, tudo dificultava a evolução do homem. Somente a divulgação da notícia, ou do conhecimento, a comunicação na sua essência, possibilitou e possibilita a evolução contínua do homem.

Desde àqueles primórdios do jornalismo e durante muito tempo, o precursor do jornalista apreendia informação sobre outras atividades humanas, profissões, para contar histórias, reportar as notícias, mas ele mesmo não tinha uma profissão definida. Um aventureiro irresponsável de nome Marco Pólo parte com seus navios sem rumo definido; a enchente do Rio Nilo deste ano influenciou na colheita do trigo, menor quantidade, subiu o preço; um novo fabricante de perfume chegou a Paris; fulano será enforcado; o Santo Padre mandou construir outra igreja...

Os meios disponíveis para fazer suas reportagens e imprimir as notícias eram poucos e simplórios, a apuração das notícias não era nada sofisticada e o público em geral não havia descoberto ainda a importância da imprensa, falada e escrita. Jamais imaginaria uma mídia instantânea, a disseminação da informação à velocidade da luz e a possibilidade de interação com a notícia.

Não faz muito tempo, do romântico grito na rua do menino vendedor de jornais – Extra! Extra! Extra! – ao silencioso painel eletrônico na fachada do edifício de uma megalópole divulgando em tempo real a descoberta para o câncer, a eclosão de mais uma guerra insana ou o vencedor da Copa do Mundo de Futebol, passaram-se apenas cinco séculos, mas o mundo evoluiu exponencialmente muito mais em comparação com a lenta evolução do narrador no tronco ao caixeiro viajante.

O jornalista de hoje pode operar o inconsciente coletivo, operar o sentimento das massas, guindar um desconhecido à fama repentina ou à difamação irreparável instantaneamente.

Através dessa evolução, desde a prensa de Guttenberg (para não se ir mais longe) a demanda pela ética e a complexidade jurídica do termo responsabilidade solidária impõem a formação criteriosa acadêmica, e o seu aperfeiçoamento contínuo, do jornalista, de um modo tão crítico quanto o é o de um neurocirurgião, o de um engenheiro espacial, o de um jurista, cuja essência, diga-se de passagem, qualquer indivíduo poderia, em tese, ser capaz de desempenhar tal função social. Mas ele precisa ter um diploma, do contrário a sociedade, a lei, não lhe autoriza julgar ninguém.

Daí uma das razões, entre outras, da importância do diploma para o desempenho da função de jornalista.

O texto acima foi escrito em 15 minutos com a determinação de não utilizar a palavra “que”, um exercício prático para a disciplina na construção de um texto.

Luís Peazê, que “já jogou bola”, é escritor e jornalista (MTB 24338), tradutor de "Por Quem os Sinos Dobram" de Ernest Hemingway. Dirige a Clínica Literária – Consultoria e Agência de Notícias e o Instituto Brasil Costal – BRCostal, entidade sem fins lucrativos dedicada à difusão das questões do meio ambiente marinho e costeiro www.luispeaze.com/brcostal

FENAJ e o "re call" de Jornalista sem diplomaselo_fenaj(1).jpg (21224 bytes)

A Clínica Literária entra na discussão sobre o diploma de jornalista como condição imprescindível para a sindicalização e, por extensão, desempenho da função de jornalista nos meios de comunicação.

Após muita polêmica e liminares, o Supremo Tribunal Federal de Justiça (em 17 de junho de 2009) “considerou inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de Jornalista para o exercício da profissão de jornalista” (Fonte: FENAJ). Em reunião do Conselho do último dia 27 de março, a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas decidiu recomendar, aos sindicatos, não aceitarem a sindicalização e nem mesmo a associação aos sindicatos de profissionais sem o diploma de jornalista, contrariando uma decisão daquele órgão máximo do sistema de justiça do país.

A Clínica Literária se posiciona da seguinte maneira: em primeiro lugar solicita aos interessados em debater o assunto, com a mesma, a não reproduzirem parcialmente a sua opinião, sempre que possível contextualizá-la com as informações e destaques aqui neste web site; em segundo lugar convida à leitura do texto criado especialmente para o Dia do Jornalista: E o Diploma de Jornalista, Meritíssimo?

Isto posto, a Clínica Literária defende a idéia de que, apesar da luta da FENAJ pelo diploma ser uma reivindicação longeva, não se pode negar que a questão passa por uma fase de transição, com sorte para a premiação ao esforço dos que defendem a exigência do diploma para a sindicalização e consequentemente do direito de exercer a profissão de jornalista somente aos profissionais diplomados.

Sendo assim, uma fase de transição, a Clínica Literária está convicta de que é necessário conquistar os opositores à idéia de exigência ao diploma, em primeiro lugar, para que mudem sua opinião, para que passem a defender também a exigência do diploma; neste sentido é preciso expor publicamente os opositores, posto que os defensores do diploma são francamente vogais voluntários e passionais a respeito.

Acredita a Clínica Literária que entre os opositores da exigência do diploma  que não sejam empresários da mídia, empregadores, e, portanto, óbvios interessados em não engessar (na sua visão) suas gestões de recursos humanos, e não enfrentarem restrições trabalhistas amparadas por um órgão de classe (os sindicatos), então, excetuando esses opositores teoricamente bem identificados, há poucos profissionais com voz forte e representativos que não possuem diploma e que seriam prejudicados tempestivamente com o seu impedimento de continuar exercendo a profissão porque não dispõem de um diploma de jornalista.

Se há uma massa muito grande de jornalistas opositores à exigência de diploma, entre esses, infere a Clínica Literária, não há muitos que não têm diploma, apenas se posicionam contra, e inflam o debate. 

Para resolver este status quo, de peneirar o mercado e separar o joio do trigo, a Clínica Literária sugere:

a) há em franca atividade no mercado de trabalho um elenco enorme de profissionais maduros, experimentados e egressos de uma época que, de fato, não era nem discutida a exigência ou não do diploma de jornalista, muitos desses profissionais possivelmente treinaram jornalistas mais jovens, possivelmente alguns deles ainda o fazem; b) este elenco poderia oferecer alguns nomes voluntários ou convidados de modo a formar um Conselho em Caráter Temporário para o julgamento de casos de formação de jornalista pela prática, contudo sem a formação acadêmica; c) o Conselho da FENAJ consultaria esse Conselho Temporário, uma vez composto, para consolidar um critério de avaliação caso a caso; d) com isso seria lançada no mercado, na sociedade brasileira, um “re call”, uma chamada para a regulamentação do exercício profissional desses jornalistas não diplomados.

Em paralelo a este ato inédito de um órgão de classe, francamente revelado ao grande público, e uma vez tendo conquistado a massa crítica de opositores à idéia da exigência do diploma de jornalista, uma profissão cuja atividade é de interesse do público em geral, bombardeado diariamente com informação e notícias as quais precisa confiar, posto que não tem, necessariamente, meios de apurá-las, a Clínica Literária sugere um debate no Congresso com parlamentares e  juristas, legisladores e profissionais do jornalismo, e representantes da sociedade civil organizada, com o objetivo de consolidar a idéia da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. E consequentemente a sua legibilidade decretada por Lei Federal.

Leias também sobre Jornalismo:

Jornalismo
O que é isso? No Japão não existe. E no Brasil?
por Luís Pleazê - 07/03/2010 13:30

Discutir Jornalismo é Discutir Tudo
por Luís Peazê   em 14//12/2009 12:00:05

O debate eclodiu: o jornalismo morreu?
Queremos ler jornais do mesmo jeito que líamos antes?
 
por Luís Peazê  em 08//12/2009 16:00:05

LOBBIES & DROGAS - Seriam os políticos ventríloquos das empresas? 1/12/2009

Não é jornalismo, é entretenimento - Observatório da Imprensa
por Luís Peazê em 28/6/2006

Pishing no jornalismo - Observatório da Imprensa
por Luís Peazê  em 8/8/2006

JORNALISMO ECONÔMICO A miopia do colunista
por Luís Peazê  17/3/2009

O nu mais antigo no jornalismo - Observatório da Imprensa
por Luís Peazê  em 8/6/2006

A saúde (combalida) da imprensa - Observatório da Imprensa
por Luís Peazê  em 4/7/2006

setinha down.JPG (713 bytes)Comentários:

Nome:   E-mail:

Share/Bookmark

 

--------------------------------------------------------------

obrigado.jpg (20392 bytes)

logo submarino.png (2338 bytes)

logo dell.gif (1372 bytes)
associates-logo-small__V265885005_.gif (1629 bytes)


 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright © 1998-2010 - Todos os Direitos Reservados
Clínica Literária - Consultoria, Traduções, Editora e Agência de Notícias Ltda.